Um dos privilégios de sermos sbavianos é degustarmos vinhos do mundo inteiro, graças à consolidada tradição dos associados de trazerem vinhos de suas viagens. Desta vez o confrade Renato Oliveira não deixou por menos: de sua viagem à República Tcheca, trouxe nada menos que sete vinhos excelentes, degustados nas Quintas de 28 de abril de 2016, para casa cheia.
A parte tcheca da antiga Tcheco-Eslováquia é por sua vez dividida em duas regiões vitícolas: a Morávia e a Boêmia. Vinhos brancos em sua maioria, e uma milenar tradição. Tivemos o prazer de conhecer os seguintes vinhos:
1. Ryzlink rýnský 2014, “Porta Bohemica”, 11,5°. Excelente Riesling renano, fresco, muito agradável.
2. Vinice 2014, 12°. Da comuna de Bavory, na região de Pálava, na Morávia. Vinho branco meio-doce. Na verdade, nem tão doce. Um leve toque de dulçor, que para alguns dos degustadores torna este vinho o melhor da noite, dentre os brancos.
3. Ota Sevcik 2014, Ctvrte, 12,5°. Da Morávia. Branco, corte de Neuburger, Riesling e Veltliner. Excelente.
4. Zelezna 2012. Também de Pálava. Uvas Ryzlink vlasský, o Riesling italiano ou itálico. Também ótimo.
5. Jaroslav Springer 2012, Pinot Noir. O único tinto da noite, de uma vinícola fundada por americanos (um deles antigo diplomata na região) e um tcheco. Morávia, 12,5°. Bom vinho, mas limitado; seco, com algum corpo.
Seguiram-se dois vinhos do gelo. Extraordinários:
6. Soman vinarstvi, Ryslink vlasský 2012 (0,5l), 10°. Vinho delicado, mel obviamente, outras frutas e compotas. Um privilégio.
7. Znovín Znojmo, Ryzlink Rýnský 2012 (0,2l), 8,5°. Grande vinho, complexidade infinita. Maior privilégio.

Pois é. Quintas da SBAV, e o conhecimento.

O espumante de boas-vindas foi escolhido para harmonizar com a noite gélida: um Estrelas do Brasil Nature Negro champenoise, elaborado a partir de Merlot. Surpreendente experimento dos magos de Faria Lemos, Irineu Dall’Agnol e Alejandro Cardoso. Muito bom para uma happy-hour de inverno.