Não se tomam muitos vinhos alemães no Brasil, talvez porque tendem a ser mais caros, ou quem sabe por falta de hábito dos apreciadores brasileiros. Também há o fato de que até há pouco tempo, vinhos alemães eram na sua maioria brancos, e os raros tintos não tinham grande interesse; isto era uma desvantagem frente à legião de apreciadores de tintos. Mas nos últimos anos a situação foi mudando, e agora há muitos relatos de bons tintos alemães. A SBAV das Quintas tem que se manter atualizada, e em 3 de dezembro de 2015 o confrade Jorge Ducati trouxe alguns produtos alemães, além de outros vinhos, para aumentar o conhecimento dos confrades e testar sua perspicácia. Os vinhos foram os seguintes:
1. Schloss Wachenheim Grün Cabinet, Sekt Trocken, 11°, R$ 65,00;
2. Schloss Lieser Thomas Haag, Riesling Trocken (Mosel) 2014, 11°, R$ 102,00;
3. Weingut Weinzierle, Riesling Renano 2012, Nova Petrópolis, Brasil, 12°, R$ 25,00;
4. Kloster Heilbruck Premium Red (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc) 2008, 14,5°, R$ 169,00;
5. Agropecuária Porto, Dom de Minas, Cabernet Franc 2012, Cordislândia, Minas Gerais, Brasil, 13,7°, R$ 54,00.

Os brancos e tintos foram servidos às cegas. Para os brancos, perguntou-se qual dos dois Riesling era mais típicamente Riesling, e qual era o melhor. A resposta unânime premiou o produto brasileiro, realmente delicioso e com aquelas notas de petróleo. Mas o alemão também é muito bom, só mais discreto.
Os tintos estavam ótimos. Para muitos dos degustadores, pela primeira vez se tomou um bom tinto alemão. As preferências se repartiram, pois o vinho mineiro, degustado pela segunda vez na SBAV, é muito agradável, mesmo com uma leve nota amarga.