Muitos dizem que a uva Pinot Noir tem muita variabilidade, em função da região produtora; o terroir de excelência é a Borgonha, e fora dali, os vinhos são diferentes. Quem já foi a Borgonha sabe, no entanto, que mesmo no berço do Pinot Noir as variações são grandes. Esta uva em geral dá vinhos delicados, de cor mais pálida, de aroma característico. No Novo Mundo, frequentemente são alcançadas maiores concentrações, resultando em tintos mais carregados na cor e no álcool. Para conferir tudo isto, a associada Maria Cristina Matos em 10.11.2011 organizou bela degustação às cegas, para onze associados. Os vinhos foram os seguintes:
1. Salentein Reserva 2008, Valle de Uco, Argentina, 14,5°, R$ 40;
2. Casas del Bosque Gran Reserva 2008, Valle de Casablanca, Chile, 14º, R$ 80;
3. Trinity Hill 2008, Hawkes Bay, Nova Zelândia, 13,5º;
4. Antonin Godet 2009, Borgonha, França, 13º, R$ 79;
5. Forest Ville 2009 (76% Pinot Noir, 24% Mixed Reds), Sonoma, Estados Unidos, 12,5º, R$ 59;
6. Las Perdices Reserva 2008, Luján de Cuyo, Argentina, 14º, R$ 60.
As perguntas feitas aos associados foram:
a) o que mais gostou: neste caso, os dois argentinos, empatados com quatro votos;
b) o que menos gostou: o francês;
c) qual o do Velho Mundo: o francês foi facilmente identificado;
d) o mais típico: com três votos, o Las Perdices;
e) o menos típico: o americano, aliás, um blend.
Resumindo, conclui-se que vinhos da Borgonha de baixo preço, embora permaneçam reconhecíveis, são de baixo atrativo para amantes de bons vinhos. As características de terroir não são valorizadas em Pinots genéricos da Borgonha.
O espumante de boas vindas foi muito apreciado, um Almaúnica Brut Chardonnay 100% método tradicional, 12º, do Vale dos Vinhedos. Belo produto.