Que vinhos brancos podem ser de guarda não é mais novidade, como já constatamos em muitas ocasiões na nossa SBAV/RS. Mas sempre é bom repetir a experiência para confrades mais recentes, e relembrar para os veteranos. Foi o que ocorreu na reunião de 4 de fevereiro de 2026, quando o confrade Jorge Ducati sacou algumas velhas garrafas da adega, em momento de desapego. Os vinhos foram os seguintes:

  1. Garganega 2010, vinho branco de Mariana Pimentel (Vinhedos Ducati). Uma das últimas garrafas das 12 (doze) desta safra de 2010, ano difícil para a viticultura. Perfeitamente desfrutável, com uma evolução peculiar em direção a notas de conhaque, cor clara-amarelada. Uma raridade, segundo vários confrades o melhor da noite.
  2. De Martino, Sauvignon Blanc Single Vineyard 2006, Valle de Casablanca, Chile, 13,5°. Obra de Marcelo Retamal, excelente branco desde seu começo, e muito bom nos seus 20 anos. Mais concentrado, já com menos notas de frutas e agora tendendo para a mineralidade, mas mantendo a memória da casta.
  3. De Martino, Chardonnay Single Vineyard 2005, Valle de Limari, Chile, 14°. Também realização de Marcelo Retamal, excelente nos seus 21 anos, amarelado, mineral, já com característica de vinho velho transcendendo a casta.
  4. Villard Estate, Cabernet Sauvignon Reserve 2000 Expresión, Valle de Maipo, Chile. Retorno a esta vinícola tão em voga nos anos 2000, depois mais rara nas prateleiras. Excelente, perfeitamente conservado e com notas de conserva de frutas vermelhas.
  5. Barbera 2009, vinho tinto de Mariana Pimentel (Vinhedos Ducati), perfeito encerramento da noite de vinhos velhos, ainda com a acidez característica da casta.

Para o começo dos trabalhos tivemos dois espumantes, começando com um Farfaliine trazido pela Lisia Mostardeiro, elaborado por La Grande Bellezza de Farroupilha/Pinto Bandeira, ótimo rosé. Após tivemos o Filipa Pato 3B 2006, ou seja, um espumante rosé das uvas Baga e Bical, elaborado na Bairrada, Portugal; um espumante de 20 anos excelente, a ponto se ser considerado por todos como o melhor espumante dos últimos tempos.

Para acompanhar a sobremesa de pudim, tivemos um espumante de hidromel trazido pela Lisia: Pueblo Campeiro Primitivo, de Santana do Livramento, RS, 12,5°. De longe o melhor hidromel que já degustamos.