A reunião da SBAV/RS de 24 de outubro de 2024 foi organizada pelos confrades Jandyra Fachel e Niels Bosner, e teve como tema principal os vinhos da casta Tannat, com destaque para a Bodega Gimenez Mendez, de Las Brujas, Canelones, Uruguay. Esta bodega é velha conhecida nossa, já tendo sido apresentada na nossa SBAV em outras ocasiões. Especialista em Tannat, também elabora belos vinhos de outras castas, como tivemos ocasião de conhecer esta noite:

Gimenez Mendez, Alta Reserva Arinarnoa 2008, 13,5°. Primeiro na ordem de serviço, este vinho apresentou-se já evoluído, estando bom e interessante para alguns confrades, e passado para outros. De fato, estava bem espesso e com notas da idade. Se comparado com similares desta original casta, provenientes da Serra Gaúcha, estaria bem mais encorpado.

Gimenez Mendez, Alta Reserva Malbec 2011, 13°. Interessante exemplar de um Malbec não-mendocino, sendo menos encorpado e mais elegante. Bom vinho, agradou muito.

Gimenez Mendez, 100 Años Reserva Familiar Tannat 2021, 14°. Primeiro dos quatro Tannat da noite, impressionou pelo equilíbrio e leveza. Muito bom.

Miolo, Vinhedo Almadén Vinhas Velhas Tannat 2011, 14°. Vinho da Campanha Gaúcha, em Santana do Livramento, proveniente de um dos mais antigos vinhedos de viníferas do Brasil, se não for mesmo o mais antigo, datando de 1976, implantado pela Almadén em extensa área, a qual agora está sob controle da Miolo. Trata-se da primeira safra deste vinhedo sob a Miolo. Para a maioria dos presentes foi o melhor vinho da noite, e tendo potencial de guarda para muitos anos ainda.

Leonardo Falcone, Reserva Familiar Tannat Roble 2002, 14°. Vinho uruguaio da região de Paysandú, situada ao norte de Montevideo e fronteiriça à Argentina. Região menos conhecida na viticultura uruguaia, nem por isto deixa de elaborar bons vinhos, como é exemplo este belo, equilibrado e agradável Tannat de 23 anos, ainda bem conservado e bom à degustação. Mais leve do que a maioria dos congêneres, talvez em função da idade.

Gimenez Mendez, 100 Años Oak Aged 2020, 14,5°. Último vinho da noite, o melhor para alguns dos degustadores. Mais potente, mas sem perder a elegância. Embora seja “oak aged”, as notas de carvalho são muito discretas.