Após a degustação da quinta-feira anterior, sobre “Vinhos de regiões insólitas”, nossa confrade Myriam Kapczinski nos ofereceu vinhos de Israel, em 24 de outubro de 2013. Certamente, não é uma região insólita, dado que ali há vinho desde que o mundo é mundo (literalmente, segundo alguns). Mas é uma região menos conhecida, nos dias atuais. Informa a Myriam que a produção é distribuída por dezenas de pequenas cantinas; os vinhos chegam ao Brasil em pequenos volumes, e no caso desta degustação, são encontrados na Sabra Delicatessen, não por acaso no Bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Os vinhos foram acompanhados por uma bela variedade de produtos da gastronomia judaica, como knich, varenikes, gueltefish, pastrami e halá, além de pastas variadas, e foram os seguintes:
1. espumante Valduga Kosher demi sec, 12°. Produto agradável, o dulçor não atrapalha;
2. Barkan Classic Shiraz rosé 2009, 12° (região Samson). Bom produto;
3. Barkan Classic Pinot Noir 2010, 13° (região Negev). Cor mais carregada, não lembra muito um Pinot, mas é um bom vinho;
4. Barkan Classic Shiraz 2010, 13° (região Dan). Vinho correto, mais próximo aos Syrah que conhecemos;
5. Barkan Classic Cabernet Sauvignon & Merlot 2011, 12° (região Dan). Um bom corte.
Impressão geral: como primeira abordagem, vinhos interessantes, mais leves, fáceis de beber. Os três tintos não se diferenciam muito entre si. No caso do Pinot, as condições climáticas do Negev não são as típicas dos climas mais frios às quais a casta está mais habituada. Temos notado que isto acontece em muitos lugares e para muitas castas, com resultados variados.
Os preços estão por volta de R$ 60 por garrafa.
Como espumante de boas-vindas, além do Valduga, tivemos um belo rosé brut elaborado pela Cave Geisse, especialmente para o chef Marcelo Schembeck, animador do Il Barbieri. Muito bom!
Em suma, parabéns para a Myriam pela imaginação e pelo esforço! quem sabe, um início de reconhecimento dos vinhos do país e da região nas quintas-feiras!