Tannats de três países, ou seja, da França, berço da cepa, do Uruguai, pátria adotiva, e do Brasil, novo horizonte. Seu próprio nome indica o forte teor de taninos na uva, que na França é a casta dominante na região da “Appellation d’Origine” Madiran. No Uruguai, tornou-se a uva ícone dos vinhos tintos daquele país. No Brasil, expandiu-se pela Serra Gaúcha e, mais recentemente, encontrou na Campanha Gaúcha seu novo terroir de predileção.
Como é um Tannat típico? um Madiran? ou um produto uruguaio? os brasileiros estão à altura dos estrangeiros?
Em bela degustação, em 10 de novembro de 2011, organizada por Jorge Ducati e Jandyra Fachel, foram apresentados cinco vinhos, às cegas, para dez associados. Pediu-se aos degustadores que indicassem qual o Tannat mais típico, e que dessem notas de 1 a 5. Quanto ao mais típico, não houve consenso. Todos os vinhos foram julgados excelentes, e para alguns a grande surpresa veio com as notas, listadas a seguir, juntamente com os vinhos:
1. Antonio Dias, Tannat 2008, Três Palmeiras, RS, Brasil, 14º, R$ 50,87, nota 3,65;
2. Alain Brumont, Chateau Montus 2002, Madiran AOC, França, 15º, R$ 316,35, nota 4,15;
3. Bouza, Parcela A8 2007, Canelones, Uruguay, 15º, R$ 100,00, nota 3,83;
4. Gimenez Mendez Tannat Super Premium, Las Brujas, Canelones, Uruguay, 14,5º, R$ 116,47, nota 4,00;
5. Bettú, Tannat 2003/2004, Garibaldi, RS, Brasil, nota 4,38.
Portanto, mais uma vez um vinho de Vilmar Bettú, às cegas, fica em primeiro, entre grandes vinhos de nível internacional.
Continuando o costume de espumante de boas-vindas, foi servido o Bassani Brut, de Fagundes Varela, RS, 11,5º, R$ 21,00, produto mais simples, mas agradável.
Também foi servido, como aperitivo de saída, um excepcional Licor de Tannat, da Gimenez Mendez, 2007, 16,5º (R$ 56,50 – meio litro), realmente um belíssimo vinho fortificado.