Ao regressar das Ilhas Canárias, onde foi participar do III Simpósio Internacional Malvasias, o associado Jorge Ducati apresentou aos confrades das quintas, em 25.6.2009,  uma seleção de vinhos canários. Todas as sete ilhas canárias produzem vinhos. Muitas são as cepas autóctones, incluindo Listán Negro, Listán Blanco, Sabre, Gual, Negramoll, e muitas outras. As maiores produções estão em La Palma, Tenerife, Gran Canária e Lanzarote, com várias Denominações de Origem próprias. La Gomera, Hierro, e Fuerteventura também produzem vinhos. Os solos vulcânicos, de lava negra em decomposição, muitas vezes de erupções recentes, são difíceis para qualquer planta, e as vinhas são das que melhor se adaptam. Ventos e aridez dificultam o trabalho. Mesmo assim, os viticultores se obstinam. Agora, estão em busca de uma maior identidade para seus vinhos canários. Malvasia? Secos? Doces? O que querem os dez milhões de turistas anuais? Como recuperar o prestígio dos “Malmsey” cantados por Shakespeare?
Para tentar compreender um pouco melhor estes vinhos insulares, foram apresentados os seguintes vinhos, para um grupo de doze confrades; as impressões desta degustação foram comunicadas aos organizadores do III Simpósio.

1. Viñatigo, Listán Blanco 2008, Ycoden Daute Isora D.O. (Tenerife), 12º, 6 euros. Muito fresco, leve, lembra o Sauvignon Blanc. Agradou muito.
2. Teneguia, Malvasia Seco 2006, La Palma D.O., 14,5º, 20 euros. Excelente, cor dourada, encorpado. O melhor da noite.
3. El Níspero Tinto 2008, La Palma D.O. (Negramoll, Muñeco, Prieto), 12,5º, 6 euros. Leve, agradável, ótimo para pratos leves.
4. Teneguia, Negramoll Crianza 2005, La Palma D.O., 13º, 10 euros. Mais encorpado, muito bom.
5. Llanovid, Malvasia Dulce Reserva 2000, La Palma D.O., 14º, 25 euros. Excelente, hors-concours, até confirma a tese de que a vocação dos Malvasias insulares é os vinhos doces.