Alguns vinhos da Vinícola Panceri de Tangará, Santa Catarina, foram gentilmente enviados para apresentação ao grupo da quinta-feira, e degustados na reunião de 14 de abril de 2005, à qual compareceram onze confrades. Os vinhos foram os seguintes: Cabernet Sauvignon 2003, 12°; Merlot 2004, 12°; Cabernet Sauvignon Grande Reserva 2002, 13°; e Merlot Grande Reserva 2004 (em pré-lançamento, garrafa não rotulada). Estes produtos despertaram interesse, por serem provenientes de região brasileira que é, para a SBAV/RS, pouco conhecida. A prova estendeu-se por mais de uma hora, permitindo que os vinhos servidos desenvolvessem suas características. Primeiramente a prova fez-se somente com pão e água, incluindo posteriormente outros alimentos. As impressões colhidas foram as seguintes:

Como impressão geral, estes vinhos revelaram uma tipicidade totalmente diferente dos vinhos da Serra Gaúcha. Isto não representa nem vantagem, nem desvantagem, em termos de qualidade, com relação aos vinhos gaúchos; é, no entanto, um fato positivo, pois dá aos vinhos de Tangará uma característica própria. São vinhos bons, que ganham se forem abertos bem antes de serem bebidos. Para o conjunto dos onze degustadores foi uma surpresa agradável, no sentido de que foi conhecida uma vinícola com produtos corretos, em uma nova região. Certamente não se tratam, ainda, de grandes vinhos, não tendo havido esta expectativa, mas está claramente apontada uma tendência bastante promissora, que requer acompanhamento, estímulo, e felicitações.

Destaque-se ainda a prova feita de um produto elaborado, para a Panceri, pela vinícola Iomerê, da cidade de mesmo nome. Trata-se de um espumante demi-sec, de uvas Niágara. Álcool 7,8°. Não há maiores informações sobre o método de elaboração. Aromas de perfumes, muito fortes, típicos da variedade, produto até desconcertante. Opiniões diversas, dado que espumantes doces, tipo Asti ou Moscatel, são apropriados para ocasiões especiais, sempre tendo apreciadores.