A reunião de 18 de julho de 2019 foi organizada pelo confrade Jorge Ducati, que trouxe alguns vinhos de sua recente viagem à Grécia para o congresso Giesco. Foi distribuído o texto:

A Grécia é um dos mais antigos países vitícolas, e o vinho é celebrado em textos clássicos como o Simpósio de Platão. A viticultura está presente em todas regiões, com uma grande diversidade de variedades de uvas nativas. A produção de vinhos foi retomada após a liberação da dominação otomana (~1823) e nos últimos decênios castas estrangeiras, especialmente francesas, foram introduzidas. Há quatro grandes regiões produtoras: Norte (mais úmido), Sul (clima mediterrâneo), Central (mediterrâneo quente), e Ilhas (clima árido).

Hoje estaremos apresentando três vinhos do Norte (regiões próximas a Tessalônica), e um da região Sul (Peloponeso).

1. Alpha Estate, Xinomavro Reserve 2015, 13,5°. Região de Amyndeo, a noroeste de Tessalônica. A vinícola é grande e bem organizada, com extensos vinhedos em espaldeira. A casta tinta Xinomavro, uma das mais plantadas na região e no país, tem sido chamada de “o Barolo da Grécia” por sua semelhança com a Nebbiolo.

2. Papaioannou, Agiorgitiko 2017, 13,5°. Região de Nemea, Peloponeso. A casta Agiorgitiko é a tinta mais plantada no país, produzindo vinhos de taninos suaves, semelhantes ao Merlot.

3. Papadopoulos – Wine Art Estate, Idisma Drios Assyrtiko 2017,13,5°, Indicação Geográfica Protegida Drama, a nordeste de Tessalônica. Dentre as castas brancas gregas, a Assyrtiko é a mais difundida, gerando vinhos muito frutados. Aqui, “Idisma Drios” significa “levemente com carvalho”, e é uma linha de vinhos da vinícola.

4. Alpha Estate, Malagousia 2018, 13°. Também da região de Amyndeo. A casta branca Malagousia foi resgatada da iminente extinção por viticultores da região de Tessalônica, e logo se difundiu pela região. Produz vinhos leves, frutados, muito agradáveis e refrescantes.

Vinhos excelentes! destaque para o Malagousia, delicioso.